domingo, 24 de julho de 2016

Fascinação-Neila Costa













Fascinação...
por seus cabelos louros,
cheios, encaracolados
e perfumados.
Fascinação
por seu sorriso,
seu jeito cativante,
e o abraço aconchegante.
Fascinação
por sua alegria,
sua ternura e emoção,
quando ao lado da sua família...


Separação...
saudade que prevalece
em cada pagina virada,
da minha vida,
em cada folha em branco
a ser escrita
sem você...

Sofreguidão...
necessidade da sua essência,
carência da sua presença
perfumada,
que se esvai na dor
da solidão,
por sua definitiva ausência.

Mãe,
você, tão longe de mim,
mas tão enraizada
no meu coração!


Neila Costa



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O céu no peito




Neila Costa







Após sua morte,
Sabia que, provavelmente,
Nunca mais lhe veria.
Nunca mais!
E isso me doía muito.
Seu silencio divinal,
Suspiro há tanto tempo...
No entanto, amor,
Ilusões acontecem
E provavelmente tive
Algum merecimento,
Ao lembrar que você
Guardava a solução
Pro nosso reencontro:
A chave da minha mente.
Que sorte a minha!
Desse velho segredo
Que repetidamente
Falávamos tanto, tanto,
Já não lembrava mais.
Ah, amor, que alegria,
Saber que ainda vou lhe ver,
Vou lhe ver regularmente,
Mesmo que seja
Só na minha mente.
No nosso etéreo leito
Estarei à sua espera,
Para que juntos, o amor,
-Que de pura paixão foi feito-
Dê júbilos em abundância,
Para sentirmos o céu no peito.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quando te sinto longe...











Neila Costa










Quando te sinto longe,
Sinto-me tão mal...
Em verdade,
Vejo-te ser surreal
A meditar ao acaso. 

Quando te sinto longe,
Parte de mim sangra
Num tom de estranho vermelho
E a lua, que influencia a noite,
Enche-me de carência tua...
Mas é no quarto, sonolento,
Que o vento traz tua essência
Quando o corpo se acende
E à solidão se rende.

Sobre a cama - em seu relento -
Tua camisa branca exala
Cheiro da tua pele nua,
E me serve de alento...
Sobre a velha cabeceira,
O vento folheia um livro aberto...
Enquanto em meu peito aperto
A tua fotografia...

De repente, deixo pender a cabeça
Sobre o macio travesseiro...
Pobre de mim sem ti!
Sem a sombra do teu colo.

Nesses momentos
Sinto-me flor debruçada sobre o solo.



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